Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

Resenha "O Manifesto Comunista"

http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/imagens/11705.jpg

O Manifesto Comunista, escrito pelos fundadores do socialismo científico, Karl Marx e Friedrich Engels, foi publicado pela primeira vez em 1848 e é um dos documentos políticos de maior influência mundial.

Partindo de uma análise histórica, Marx e Engels, propõem ações para uma revolução socialista através da tomada do poder pelo proletariado, distinguindo as várias formas de opressão social durante os séculos e situando a burguesia moderna como nova classe opressora. Porém, cita o grande papel revolucionário da burguesia, que destruiu o poder monárquico e religioso valorizando a liberdade econômica, todavia, aliando se aos recursos de aceleração da produção, tecnologia e divisão do trabalho, trata o operário como uma simples peça de trabalho.

O proletariado deve tomar consciência de sua situação, do contexto social e histórico em que está inserido e então organizar-se e lutar contra a exploração burguesa. E, depois de vencida a luta de classes, o operariado chegaria a uma vitória justa, já que não poderia legitimar seu poder sob forma de opressão, pois defende exatamente o interesse da grande maioria: a abolição da propriedade privada.

Marx e Engels fazem duras críticas ao modo de produção capitalista e na maneira como a sociedade se estruturou através desse modo. Almeja organizar o proletariado como classe social capaz de reverter sua precária situação e descreve os variados tipos de pensamento comunista, assim como define o objetivo e os princípios do socialismo científico.

A visão dos comunistas é claramente a abolição da propriedade privada, lutando embasados num conhecimento histórico de organização social. Destaca ainda que o comunismo não pretende privar o poder de apropriação dos produtos sociais, porém elimina o poder de subjugar o trabalho alheio por meio dessa apropriação. Com o desenvolvimento do socialismo a divisão em classes sociais desapareceria e o poder público perderia seu caráter opressor, enfim seria instaurada uma sociedade comunista.

Os autores, ainda analisam e criticam três tipos de socialismo: o socialismo reacionário, que seria a forma de a elite conquistar a simpatia do povo, que mesmo tendo analisado as grandes contradições da sociedade, olhava-as do ponto de vista burguês e procurava manter as relações de produção; o socialismo conservador, de caráter reformador e anti-revolucionário; e por fim o socialismo utópico, que apesar de fazer uma análise crítica da situação operária não se apóia em luta política, tornando a sociedade comunista inatingível.

Marx e Engels fecham com as principais idéias proposta nos capítulos anteriores destacando a questão da propriedade privada e motivando a união transnacional entre os proletários, demonstrando isso na célebre frase: “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”

A obra é basicamente uma análise crítica dos autores ao capitalismo, visando a luta de classes e a necessidade da união dos proletários contra a burguesia. Apenas assim surgiria uma sociedade justa, sem classes e sem exploração. Com esta promessa o Manifesto Comunista, influenciou o movimento operário de gerações e as posteriores lutas do homem pelos seus direitos.

Marx e Engels evidenciam a exploração do operariado destacando as duas classes antagônicas que intitulam o primeiro capítulo: “Burgueses e Proletários”, sendo a primeira opressora e a segunda subjugada. A burguesia que havia surgido com a decadência do sistema feudal europeu, ao se livrar da opressão da nobreza feudal, conquistada com tanto esforço, da lugar a exploração proletária. Contudo há um reconhecimento pelos feitos burgueses, talvez uma admiração.

No capítulo referente a posição dos comunistas diante aos proletários, os autores afirmam o objetivo comunista que seria comum, mesmo existindo partidos menores, aos proletários: a organização do proletariado para derrubada do poderio burguês, conquistando assim o poder público,evidentemente para formar um sociedade justa, ou seja, sem exploração de classe alguma, aliás, a abolição destas.

O capitalismo enriquece à medida que explora a força de trabalho alheia, privando o trabalhador dos outros fatores da vida, e dando a ele um baixo salário, ou seja, uma pequena parte do que ele produziu, o restante seria o lucro dos empregadores, aí está a definição básica de uma sociedade capitalista.

O maior e mais claro apelo de Marx e Engels é que comunistas se unam e se organizem nos partidos operários, a fim de dar-lhe direção mais firme na luta socialista e pelos seus direitos, afinal a burguesia os transformou em meras peças de trabalho. Afirma que os comunistas apoiariam toda e qualquer atividade revolucionária que fosse contra a opressão de classes, em qualquer tempo e em todo mundo.

O Manifesto Comunista não apresenta uma “fórmula universal” que possa levar o proletário ao poder, mas sim sugere princípios que podem e devem ser aplicados de maneiras diferentes e adequadas a cada lugar, porém o que podemos ver é que o comunismo na sua teoria é justo e eficaz, mas em sua prática é difícil de funcionar.

Portanto, o que pode se observar no Manifesto Comunista, é que é uma obra de extrema importância para o pensamento político e social em que seus autores expõem seus pontos de vista condenando o imperialismo burguês, sem negar seus feitos, mas manifestando o desejo de uma sociedade mais justa, contra o processo de coisificação do homem. Marx e Engels fizeram a humanidade caminhar com sua obra, não em direção ao paraíso, mas em direção a resolução d problemas como a miséria.

Por Estácio Chaves

Simon reage a pedido de saída e diz que só expulsão o tira do PMDB

'Há tempos eles querem a minha saída', diz senador gaúcho.
Em nota, direção partidária 'autoriza' dissidentes a deixar a legenda.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) reagiu neste domingo (2) à nota divulgada pela direção nacional do PMDB que “autoriza” os parlamentares que criticam a legenda a deixar o partido sem risco de perda de mandato. Em constante atrito com a cúpula da sigla, o senador gaúcho disse que não vai sair do PMDB. A nota não cita o nome dos dissidentes que estão “autorizados” a sair, mas Simon entende ter sido um dos alvos do texto.

                O senador Pedro Simon (PMDB-RS). (Foto: José                     Cruz/Agência Senado)



“Há tempos eles (direção) querem a minha saída. Eles gostariam muito que eu saísse. Não saio porque o partido conserva toda uma história nas suas bases. Vou ficar defendendo a memória do velho MDB (Movimento Democrático Brasileiro, que combateu a ditadura e deu origem ao PMDB)”, disse o senador, por telefone, ao G1.

Simon afirma que a única possibilidade de deixar o partido seria por meio de um processo de expulsão. “O que eles podem fazer é pedir a minha expulsão, mas aí eu quero ver um debate nacional para expulsar o Pedro Simon”.



As declarações de Simon dizem respeito à nota divulgada neste domingo pela direção do partido. No texto, o presidente licenciado do partido, Michel Temer (SP), e a presidente em exercício, Íris de Araújo (GO), “autorizam” os dissidentes a deixar a agremiação sem o risco de perder o mandato. Eles afirmam ainda que o partido ficaria mais forte sem os dissidentes.

O texto destaca o tamanho do PMDB e os votos recebidos nas eleições para prefeito em 2008, 18,5 milhões, e governador em 2006, 16,8 milhões. A direção afirma que as divergências são normais até em agremiações de pequeno porte e empresas e dá o recado a quem estiver descontente no partido.

“O PMDB acata com humildade o descontentamento de alguns poucos integrantes que perderam espaço político e apostaram na fama efêmera oriunda de acusações vaias. E faz isso porque acredita piamente na democracia. A estes, o recado: podem deixar a legenda o quanto antes sem risco algum de perder o mandato. Ganharão eles, porque deixarão de pertencer ao partido do qual falam tão mal, e ganhará o PMDB, por tornar-se ainda mais coeso e musculoso”, diz o texto.

A nota não cita nomes dos dissidentes que são "autorizados" a deixar a legenda. Além das críticas de Simon, em fevereiro, o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) também fez duras críticas ao partido dizendo que boa parte do PMDB "quer mesmo é corrupção".

Simon promete voltar nesta segunda-feira (3) a pedir em plenário a saída do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do comando da Casa. O senador gaúcho vai apelar para que o colega deixe o cargo antes da reunião do Conselho de Ética, marcada para quarta-feira (5). “Será um apelo dramático para que o presidente renuncie antes da reunião do Conselho de Ética”, diz Simon.

O senador gaúcho já pediu a renúncia de Sarney na sessão 14 de julho. "Chegamos ao limite do mínimo da responsabilidade que nós podemos ter. Eu digo com a maior tristeza, com a maior mágoa. Nessa altura, não adianta o presidente Sarney se licenciar. Ele tem que renunciar à presidência do Senado. Ele tem que fazer o que os seus antecessores fizeram. Ele deve renunciar à presidência", defendeu Simon.

O colegiado tem 11 pedidos de investigação contra Sarney. São seis denúncias e cinco representações por quebra de decoro que devem ser analisadas pelo presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ). O senador carioca é o mesmo que chamou a opinião pública de "volúvel", no dia 16 de julho, e disse "não existir independência total na política".

Domingo foi de buscas intensas por brasileiro desaparecido na África

Segundo namorada, trabalho contou com 60 pessoas na montanha.
Equipe internacional de especialistas dorme só quatro horas por dia.

A namorada do economista carioca Gabriel Buchmann, de 28 anos, desaparecido na África desde 17 de julho, disse que este domingo (2) foi o dia de buscas mais intensas no Maláui. Segundo Cristina Reis, que está no local, o trabalho de resgate contou com 60 pessoas na montanha, em terra, divididas em quatro grupos.



“Um (grupo) está no topo da montanha, que é o grupo liderado pelos canadenses. E aí tem três outros grupos que estão ao longo dos rios, abaixo da montanha. Hoje a gente contou com helicóptero e tivemos a felicidade de ser um ótimo piloto. Eles mantêm-se muito motivados. Eles dizem que essas buscas são realmente demoradas, que tem que ter paciência, que o local é grande”, contou Cristina, ao conversar com a mãe de Gabriel pela internet.

As buscas incluem equipamentos especiais para enxergar à noite, usados por voluntários que trabalham até de madrugada.

Gabriel começou a caminhada para o monte Mulanje, no Maláui, na quinta-feira, 16 de julho, às 11h30. Chegou ao abrigo Chiseto ao anoitecer. Ali, decidiu dispensar o guia e foi dormir. Na sexta-feira (17), partiu sozinho com a intenção de subir no Pico Sapitwa, a três mil metros de altitude. O abrigo foi o último lugar em que o economista foi visto.

“De repente, o tempo mudou completamente: chuva, neblina, muito frio. Então o que se supõe é que, nessa volta, o Gabriel tenha se perdido na floresta, tenha se perdido na trilha”, diz a mãe.

Como é o trabalho das equipes

Para ajudar nas buscas, a família e os amigos do rapaz descobriram pela internet uma equipe internacional de especialistas em resgates complicados.

O American Rescue Team International (Arti) foi formado para atuar no terremoto da cidade do México em 1985. Desde então, já salvou vítimas de desastres naturais, desabamentos, explosões, acidentes aéreos, naufrágios. O time trabalhou no salvamento e na recuperação de corpos nas torres gêmeas atacadas por terroristas em Nova York. Também faz resgates de pessoas perdidas ou acidentadas em montanhas, como Gabriel.

O canadense Doug Copp, fundador da equipe, conta que eles trabalham de maneira especial. Vasculham tudo, inclusive lugares considerados improváveis. A base da equipe fica no alto da montanha e muda de lugar a cada dia. Para ganhar tempo, dormem só quatro horas.

O Arti enviou o Malauí cinco canadenses e um argentino, que atuam em cooperação com as equipes locais.

Para povo local, montanha é morada de espíritos

O Monte Mulanje é um lugar difícil para encontrar pessoas perdidas. A montanha é enorme, larga e alta. Tem picos rochosos, precipícios, inúmeras cavernas e grutas, vales com rios, áreas de campo e de floresta fechada. Há cobras, insetos venenosos e alguns mamíferos selvagens, como antílopes.

“A região é muito complicada, muito complexa. Tem grandes pedras, tem centenas, tem milhares de cavernas que se formam. São feitas várias hio´poteses. Ele pode estar machucado, ele pode ter se ferido. Ele pode estar inteiro e preso em algum lugar”, disse Joaquim Chaves de Melo, tio de Gabriel.

Gabriel Buchmann não é o primeiro a se perder por lá. Um documentário feito por uma cineasta malauiana conta outros casos. Em setembro de 2003, a holandesa Linda Pronk saiu sozinha do mesmo abrigo em que Gabriel esteve para ir até o pico. Foi procurada durante semanas, mas jamais a encontraram.

O povo local tem uma explicação própria para o que pode ter acontecido. Para eles, a montanha é a morada dos espíritos. Uma senhora diz que quando a moça sumiu ninguém ofereceu sacrifícios nem comida às almas. Em vez disso, mandaram helicópteros. Desgostosos, os espíritos ficaram com Linda.

Um nativo se perdeu em 1992. “Peguei a trilha errada”, ele diz. Conta que ouvia vozes, muitas vozes, mas não via ninguém. Foi encontrado desmaiado 21 dias depois. Ele acha que teve contato com os espíritos da montanha. Segundo a crença local, o espírito de quem morre nos vilarejos próximos sobe para o Monte Mulanje.

Mãe tem esperanças

Gabriel viajava havia um ano por países da Ásia, Oriente Médio e África e estava se preparando para começar o doutorado em políticas públicas em uma universidade americana.

“O que eu tenho recebido aqui no blog é que as equipes estão otimistas, não é? O lugar é muito complexo, mas as equipes estão otimistas. E o fato dessa equipe profissional de primeiro nível dos canadenses deu um novo ânimo pra todo mundo”, conta a mãe de Gabriel.

No último sábado (1º), o Corpo de Bombeiros do Rio apresentou 11 homens que irão à África, na próxima segunda-feira (3), ajudar no resgate. Em entrevista a Rádio CBN, o tenente-coronel Borges disse que os quatro oficiais e sete soldados que vão ajudar a procurar o economista são especialistas em resgate em montanha. Eles vão levar equipamentos especiais.

Número de mortos em confrontos na Nigéria chega a 700, diz Exército

Autoridades nigerianas dizem que que índice de mortos deve subir.
Exército e o grupo islâmico Boko Haram se enfrentaram por 5 dias.

As autoridades do estado de Borno, na Nigéria, anunciaram neste domingo (2), após dois dias sem combates, que o número de mortos em cinco dias de confrontos entre forças governamentais e integrantes da organização islâmica Boko Haram chega a 700.


O coronel Ben Ahanotu, do Exército nigeriano, disse aos jornalistas que tinham sido recuperados 700 corpos apenas no estado de Borno, e que se prevê que as vítimas fatais podem ser mais de mil já que a violência se estendeu durante a semana por seis estados diferentes.


Este foi o primeiro número de baixas divulgado pelas autoridades nigerianas. Foto: Sunday Alamba/AP

Na capital de Borno, Maiduguri, considerada o reduto da Boko Haram e que sofreu os piores confrontos, a calma voltou com o reatamento das atividades diárias e a reabertura da maioria dos negócios e os mercados da localidade.


Os serviços de saúde começaram a retirar os corpos das vítimas das ruas da cidade, e as autoridades anunciaram a redução das horas do toque de recolher noturno, imposto quando os combates começaram.

Início do confronto

A violência começou no domingo (26), com a prisão de seguidores da Boko Haram no Estado de Bauchi, sob suspeita de planejarem um ataque a uma delegacia.


Na noite de quarta-feira, membros da organização que fugiam da repressão queimaram uma delegacia em Maiduguri.


A expressão "Boko Haram" significa "a educação ocidental é pecaminosa", no idioma hausá. Seus membros acreditam que suas esposas nunca devem ser vistas por outros homens, e que seus filhos só devem receber educação religiosa.


As posições radicais do Boko Haram não têm respaldo junto à maior parte da população islâmica da Nigéria, que é o país mais populoso da África.


A violência no norte não tem nenhuma relação com os distúrbios na região petroleira do delta do Níger, no sul do país. O principal grupo rebelde do delta condenou os incidentes do norte.


O presidente do país Umaru Yar'Adua disse que as agências de inteligência há anos monitoram o grupo, às vezes apontado como o "Talibã nigeriano". Yar'Adua disse ter dado ordens para que as forças de segurança "os contenham de uma vez por todas".

Foto: AFP

Vendas da Ford nos EUA subiram em julho pela 1ª vez em 2 anos, diz analista

Programa de descontos do governo ajudou a impulsionar vendas.
Montadora divulga dado oficial nesta segunda-feira (3).


Foto: Paul Sancya/AP

As vendas da Ford nos Estados Unidos em julho tiveram a primeira alta em dois anos, disse à agência Associated Press o principal analista de mercado da empresa. A alta foi atribuída a um programa do governo do país que dá bônus a proprietários que trocarem seus carros antigos por modelos novos menos poluentes.

Segundo o analista George Pipas, as vendas em julho tiveram alta na comparação com o mesmo mês do ano passado. Se o dado se confirmar, será a primeira vez que isso acontece com as vendas da Ford desde novembro de 2007 e a primeira vez para qualquer uma das seis maiores montadoras do país desde agosto do ano passado.

A Ford divulga seus dados oficiais de vendas nesta segunda-feira (3). Em julho de 2008, as vendas foram de 161.071 veículos, queda de 15% em relação ao mesmo mês de 2007.

Analistas ouvidos pela Reuters preveem que as vendas de carros de todo o setor nos EUA serão de 10 milhões de unidades em julho, mas a pesquisa foi feita antes do lançamento do programa de bônus dos EUA.

"Estamos tendo um bom mês, e a Ford tem tido bons meses recentemente - mas o programa do governo realmente deu um impulso, com certeza", disse Pipas.

O programa foi lançado por Obama em 24 de junho, como parte de um programa de estímulo maior, de US$ 106 bilhões.

Batizado de Cars, o programa busca tirar carros antigos e poluidores das ruas e ajudar o setor automotivo. Os proprietários desses carros recebem descontos de entre US$ 3.500 e US$ 4.500 para a compra de novos carros mais econômicos.

(Com informações da Reuters e da AP)

PIB dos EUA cai 5,7% no primeiro trimestre

Números foram revisados; dados anteriores apontavam queda de 6,1%.
No último trimestre de 2008, economia americana teve contração de 6,3%.


A retração da economia dos Estados Unidos foi um pouco menor do que havia sido estimado inicialmente, informou nesta sexta-feira (29) o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Segundo informou o órgão, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos teve contração de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No final de abril, havia sido informada uma queda de 6,1 na taxa anualizada.

Foto: Editoria de arte/G1

A expectativa do mercado era de uma queda de 5,5%. A produção declinou por três trimestres seguidos pela primeira vez desde 1974-1975.

Uma liquidação menor de estoques e uma queda menos acentuada das exportações foram fatores que contribuíram para a revisão do dado do PIB nos três primeiros meses deste ano.

O Departamento de Comércio divulgou em seu relatório preliminar que os lucros corporativos depois de impostos subiram 1,1% no primeiro trimestre, no primeiro avanço em um ano, após queda de 10,7% no quatro trimestre.

Nos três meses finais de 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) americano caiu 6,3%. Foi o terceiro trimestre consecutivo de queda.

Lucros, estoques e exportações

Os lucros corporativos depois de impostos nos Estados Unidos cresceram 12,9%, para US$ 1,052 trilhão, no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre do ano passado, de acordo com os dados do PIB. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, os lucros diminuíram 22%.

No período entre janeiro e março de 2009, os gastos dos consumidores avançaram 1,5%, menos que a expansão de 2,2% divulgada inicialmente, mas melhor que a queda de 4,3% apurada nos três últimos meses de 2008.


Esse componente contribuiu com 1,08 ponto porcentual para o PIB dos três primeiros meses deste ano. As compras de bens duráveis aumentaram 9,6% no período, mais do que a alta de 9,4% anunciada originalmente. Os gastos com bens não duráveis caíram em 0,6%, mas as despesas com serviços cresceram 1,3%.

A diminuição de estoques pelas empresas foi revisada de US$ 103,7 bilhões para US$ 91,4 bilhões. Esse componente reduziu o PIB em 2,34 pontos porcentuais, cerca de 40% do total da contração de 5,7% registrada no dado referente à soma de todas as riquezas produzidas nos EUA no primeiro trimestre. As vendas reais finais de produto doméstico, formadas pelo PIB menos a variação dos estoques privados, caíram 3,4%, dado igual ao originalmente anunciado.


Os gastos das empresas foram revisados de queda de 37,9% para 36,9%. O investimento em estruturas diminuiu 42,3% e os gastos com equipamentos e softwares recuaram 33,5%. O investimento fixo residencial, que inclui gastos com moradia, despencou 38,7% no primeiro trimestre deste ano, mais do que a queda de 38% anunciada antes.

As exportações foram revisadas de queda de 30% para contração de 28,7%; o recuo de 34,1% das importações foi confirmado. Os gastos do governo federal diminuíram 4,3%, uma revisão em baixa em relação ao declínio de 4% anunciado originalmente. Os gastos de governos locais e estaduais diminuíram 2,9%.

Com informações da AFP, Agência Estado e Reuters

Mudança climática já causa 315 mil mortes por ano, diz estudo

Pesquisa de órgão coordenado por Kofi Annan chama atenção para riscos.
Países mais pobres não causaram problema, mas são os que mais sofrem.


A mudança climática mata cerca de 315 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e o número deve subir para 500 mil até 2030, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Fórum Humanitário Global (FHG), entidade com sede em Genebra. O estudo estima que a mudança climática afete seriamente 325 milhões de pessoas por ano, e que em 20 anos esse número irá dobrar, atingindo o equivalente a 10% da população mundial da atualidade (6,7 bilhões).

Foto: AFP

Os prejuízos decorrentes do aquecimento global já superam os 125 bilhões de dólares por ano -- mais do que o fluxo da ajuda dos países ricos para os pobres -- e devem chegar a 340 bilhões de dólares por ano até 2030, segundo o relatório. "A mudança climática é o maior desafio humanitário emergente do nosso tempo, causando sofrimento para centenas de milhões de pessoas no mundo todo", disse nota assinada pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, presidente do FHG. "Os primeiros atingidos e os mais afetados são os grupos mais pobres do mundo, embora eles pouco tenham feito para causar o problema", acrescentou.

Do lado mais fraco

De acordo com o estudo, os países em desenvolvimento sofrem mais de 90% do ônus humano e econômico da mudança climática, embora os 50 países mais pobres respondam por menos de 1% das emissões de gases do efeito estufa.


Annan defendeu que a conferência climática de dezembro da ONU, em Copenhague, aprove um tratado eficaz, justo e compulsório para substituir o Protocolo de Kyoto. "Copenhague precisa ser o acordo internacional mais ambicioso já negociado", escreveu Annan na introdução do relatório. "A alternativa é a fome em massa, a migração em massa e a doença em massa."


O estudo alerta que o real impacto do aquecimento global deve ser muito mais grave do que o texto prevê, já que sua base são os cenários mais conservadores estabelecidos pela ONU. Novas pesquisas científicas apontam para uma mudança climática maior e mais rápida. O relatório pede especial atenção às 500 milhões de pessoas consideradas extremamente vulneráveis, por viverem em países pobres propensos a secas, inundações, tempestades, elevação do nível dos mares e desertificação. Dos 20 países mais vulneráveis, 15 ficam na África, segundo o estudo. O Sul da Ásia e pequenos países insulares também são muito afetados.


O texto diz que, para evitar o pior, seria preciso multiplicar por cem os esforços de adaptação à mudança climática nos países em desenvolvimento. Verbas internacionais destinadas a isso alcançam apenas 400 milhões de dólares por ano, enquanto o custo estimado da mudança climática fica em 32 bilhões de dólares.


"O financiamento dos países ricos para ajudar os pobres e vulneráveis a se adaptarem à mudança climática não chega nem a 1 por cento do que é necessário", disse Barbara Stocking, executiva-chefe da ONG britânica Oxfam e integrante do conselho diretor do FHG. "Esta flagrante injustiça precisa ser resolvida em Copenhague em dezembro."


Fonte: G1

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

Publicidade 2

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina